Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade. Mostrar todas as mensagens

23/08/2014

Cancro: As curas proibidas

Absolutamente a não perder este documentário. Uma visão factual e consistente sobre os interesses dos lobbies farmacêuticos e a ocultação de tratamentos eficazes. 

Tal como o Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denunciou: “As farmacêuticas bloqueiam os medicamentos que curam porque não são rentáveis”.

19/02/2014

Earthlings (Terráqueos)

EARTHLINGS é um documentário profundo sobre o trágico e imperdoável uso que a sociedade faz dos animais não-humanos. Narrado pelo actor Joaquin Phoenix, com banda sonora de Moby, e dirigido por Shaun Monson, este filme multi-premiado da Earth Nation é fundamental para uma tomada de consciência sobre a realidade. Dirigido a todos que não temem a verdade e querem fazer deste mundo um lugar melhor. 

Este filme é um grito de alerta e um pedido de socorro: para buscarmos a verdade, para olharmos os outros com compaixão, e para não contribuirmos nem pactuarmos com a crueldade exercida sobre seres maravilhosos que estão no planeta para serem livres, protegidos e amados.

Por difícil que seja aceitar, o sofrimento denunciado aqui é causado pelas nossas 'mãos invisíveis'. Não se trata de não vermos coisas que nos chocam, trata-se de não permitirmos que elas aconteçam através das nossas opções e hábitos diários.

Por favor reflicta sobre as mudanças que pode fazer em prol do planeta, dos animais, e da humanidade. Lembre-se que o seu silêncio e inacção têm consequências na vida de milhões de seres, incluindo a sua.

Info: www.earthlings.com

29/12/2013

Prémio Nobel da Medicina denuncia farmacêuticas

Prémio Nobel da Medicina denuncia: “As farmacêuticas bloqueiam medicamentos que curam, porque não são rentáveis”. 

O Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes Farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios económicos à Saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.

Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas Farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas Farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada. Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da Saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chega a assemelhar-se ao da máfia.

A investigação pode ser planeada?

Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pela Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projectos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.

Parece uma boa política.

Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada …

E não é assim?

Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.

Como nasceu?

A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.

Uma aventura.

Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.

Foi cientificamente produtivo?

Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.

O que descobriu?

Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de intrões no DNA eucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).

Para que serviu?

Essa descoberta ajudou a entender como funciona o DNA e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.

Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?

É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é activo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espectacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de saúde… Eu tenho as minhas reservas.

Entendo.

A investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.

Explique.

A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais …

Como qualquer outra indústria.

É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa Saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.

Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.

Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.

Por exemplo…

Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença …

E por que pararam de investigar?

Porque as empresas Farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.

É uma acusação grave.

Mas é habitual que as Farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.

Há dividendos que matam.

É por isso que lhe dizia que a Saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.

Um exemplo de tais abusos?

Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.

Não fala sobre o Terceiro Mundo?

Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.

Os políticos não intervêm?

Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.

Há de tudo.

Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais Farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…

19/06/2013

Change Brazil

O mundo em mudança, a queda de velhos paradigmas. Vamos dar o nosso apoio a quem tem a coragem de pacificamente estar na primeira linha! Muito amor e luz para o Brasil ♥

08/05/2013

A Saúde no Parlamento

De 6 a 17 de Maio decorrem as "Jornadas da Saúde no Parlamento". A entrada é livre.


23/10/2012

Índios guarani-kaiowa anunciam suicídio coletivo


Disse e repito, quando os índios chegam a este ponto o mundo deveria parar e reverenciar a mãe Natureza e os seus filhos.
Ninguém é dono da terra, mas quem cuida dela deve ser preservado. Que ditadura é esta que se arroga direitos sobre o planeta? O Ocidente vive numa ditadura de domínio e controlo sobre o planeta que é inaceitável, incompreensível e não pode continuar. Quem são os "Governos" para decidirem o que quer que seja sobre o direito irrevogável de cada um habitar no espaço que lhe pertence por história e amor à terra? Há muito, muito tempo que o mundo inteiro se deveria ter oposto à brutalidade, desrespeito e abuso a que os índios têm sido submetidos para benefício de fazendeiros, indústrias e explorações agrícolas, que devassam, poluem e deixam a terra exangue.
O nosso silêncio e passividade, aliados à falta de moral e de ética dos nossos (des)Governos, está a destruir a casa que nos acolhe, o maravilhoso planeta azul.


03/10/2012

A política, a guerra e o cartel farmacêutico

Uma palestra imperdível. Muito esclarecedora sobre os interesses financeiros que controlam as nossas vidas e a manipulação a que estamos diariamente sujeitos.


07/06/2012

Não à experimentação animal

No Cruel Cosmetics LogoOs restantes animais são seres que precisam de afecto e que sofrem tal como nós, animais humanos. Há outras maneiras de testar produtos sem utilizar seres vivos. Seremos suficientemente sensíveis e compassivos para darmos voz aos mais fracos e ajudar a combater o comércio cruel?

"Estava previsto que, em 2013, a União Europeia estivesse livre de todos os novos cosméticos testados em animais. Contudo, as autoridades estão actualmente a considerar o prolongamento deste prazo, apesar da forte oposição pública relativamente aos cosméticos testados em animais, e apesar de legislação existente que já proíbe os testes em animais para fins de cosmética dentro da UE. Junte-se a nós e diga NÃO à crueldade na cosmética na Europa".
Assine a petição: http://nocruelcosmetics.org/sign_up.php?lang=portugal

24/04/2012

Alimentação que mata

A sociedade ocidental é diariamente compelida pela indústria alimentar a consumir produtos que são mais prejudiciais do que benéficos, e a manter uma dieta saturada de gordura e proteína animal - carnes e produtos lácteos - responsável por um infindável número de doenças, problemas de poluição e desrespeito pela vida animal. Doenças essas que sustentam outra indústria poderosíssima, a farmacêutica.

E à medida que estas corporações industriais e comerciais crescem em vitalidade e saúde financeira, a humanidade e o planeta vão sendo empobrecidos em recursos e depauperados em saúde. Estamos literalmente a pagar para matar e sermos mortos. Acreditamos em tudo que nos vendem sem questionar. Confiamos demasiado na informação que nos chega sem darmos conta da manipulação e interesses que estão por trás. ~

Por exemplo, uma alimentação baseada em proteína animal tem um efeito negativo no equilíbrio do cálcio. O excesso de proteínas destrói o cálcio dos ossos eliminando-o através da urina. A osteoporose é o efeito inevitável do consumo excessivo de carnes e produtos lácteos.

Muitos cientistas e médicos começaram já a adotar uma visão e atitude radicalmente diferentes das que nos têm vindo a ser impingidas ao longo dos últimos anos. É importante sairmos da nossa zona de conforto, das ideias que adquirimos sem questionar, e começarmos a pesquisar e a informar-nos sobre a cultura alimentar e o que está por detrás dela.
Aqui fica o testemunho de um médico que desistiu de "adormecer" pessoas e começou a "acordá-las".


09/02/2012

As curas proibidas


"Morrem 20.000 pessoas por dia com cancro. Oficialmente o cancro é uma doença que decorre da divisão anormal e descontrolada de células. Esta é a teoria molecular existente desde os anos 50 do século passado. Actualmente atribui-se ao cancro uma natureza genética, mas na verdade isso ainda não foi provado definitivamente.
Uma em três pessoas tem cancro. Cada uma delas contribui para alimentar uma cadeia comercial gigantesca, que inclui médicos, farmacêuticas, hospitais, clínicas e tecnologia médica, gerando milhões por ano. O cancro é um negócio.
Apenas três terapias oncológicas são autorizadas: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Duas delas são cancerígenas. A única eficaz é a cirurgia. A quimioterapia mata as células boas, é altamente tóxica e também cancerígena. Mesmo depois de incineradas a altas temperaturas, essas drogas mantêm-se tóxicas. Para além disso, o tratamento com quimioterapia provoca danos na memória e na concentração, que podem permanecer durante anos e dificultar tarefas aparentemente simples. De igual forma, a radioterapia também pode causar cancro, devido à radiação. Na verdade, a taxa de sucesso destes tratamentos é baixa, apenas de 5% nos tratamentos com quimioterapia. Então porque é que a medicina continua a insistir nesses tratamentos e a não buscar alternativas? É a velha guerra entre a alopatia e a medicina natural.
Todas as instituições de saúde renderam-se aos fármacos e a indústria farmacêutica passou a dominar a medicina. Qualquer que seja o sintoma de qualquer paciente, em qualquer área, numa consulta ao médico é certo e sabido que vem de lá pelo menos com uma receita de remédios. Porquê? Porque os médicos foram treinados para isso. Aprenderam tudo sobre drogas, mas não sabem nada de nutrição básica, nem de produtos naturais.
A indústria farmacêutica controla as escolas de medicina, a investigação, as publicações médicas e até as organizações de controlo dos fármacos. É a indústria mais rentável do mundo, por isso é compreensível que não queiram que os pacientes melhorem. Se isso acontecer o seu mercado-alvo desaparece.
A indústria farmacêutica também controla os organismos reguladores e legisladores. Assim impedem não só o comércio de produtos naturais, como desmoralizam coercivamente a eficácia dos mesmos, para que o público não confie neles e não os consuma. Instigam o medo e o descrédito.
O que a natureza nos dá, toda a sua sabedoria, não pode ser patenteado e por isso não lhes interessa, porque não dá lucro. Também por isso não se investe na análise dos efeitos benéficos dos produtos naturais, nem no seu licenciamento."

14/11/2009

O tema do momento

A corrupção entra para ocupar o lugar que o rigor e a ética deixaram vazio, ou porque nunca chegaram a entrar, ou porque saíram e deixaram a porta entreaberta.
Apesar dos meus olhos míopes, vejo que temos permitido essa entreaberta, por incompetência e ignorância. Não sabemos fazer de outra forma e recusamo-nos a aprender a fazer melhor.
Os chavões "Foi só uma vez", "qual é o mal?", "toda a gente faz", sãos servidos em tomas diárias, há anos, desde a nossa mais tenra idade.... E já nos entraram de tal forma pelos ouvidos dentro, que é possível que daqui a algumas gerações (não muitas, porque isto corre rápido) já tenha até sido integrado no ADN. Mesmo agora, provavelmete muitos de nós já nem percebem que desviar 5 euros ou 5 milhões, é igual, ou que corromper a senhora do cartório com 100 euros ou pagar 1 milhão num concurso público para que ganhe a empresa Y, é a mesma coisa. Só difere na quantidade. A devassa, o podre, a incorrecção, estão lá. Infelizmente (mas não deliberadamente, espero), os media passaram-nos a mensagem de que é  pela bitola de personalidade, quantidade e grau que se afere a corrupção.

E se assim é, é mau. Primeiro, porque graus e valores elevados distanciam-nos completamente (a nós, protugueses na baínha) de todos os que praticam corrupção em altas sanefas. E como não nos identificamos com esses, pensamos "Os corruptos são eles", por contrapartida à nossa total idoneidade. 
Segundo, porque essa mesma circunstância impede-nos de observar o nosso próprio parasita corruptivo, que se albergou em nós nos bancos das creches, ou mesmo no primeiro sopro. Mas sem a humildade de um diagnóstico não o identificaremos; o que, em condições favoráveis, permirirá que ele se manifeste.

Não vejo que a corrupção familiar difira da política, da empresarial, da financeira, da futebolística, da farmacêutica, da jurídica. A corrupção é um tumor na mentalidade, na formação do carácter, na consciência cívica, e daí se metastizar brutalmente, atingindo todos os órgãos do nosso corpo governamental, social e cultural, tornando-o exangue, moribundo.


Que fazer então? Que tipo de cuidados paliativos se pode levar a cabo? Seria sempre ideal que os responsáveis autonoma e dignificadamente se revelassem, assumissem, de forma a ganhar tempo, reduzir custos e cortar o mal pela raíz. E também porque isso ao mesmo tempo lhes conferiria algum humanismo, o reconhecer o erro e o compromisso de não reincidência. Mas isso não acontece, a Corrupção traz sempre a irmã mais velha pela mão, a Conivência. E esta tem atributos de erva daninha, a mentira, a omissão, o disfarce, a justificação, a negação, o abuso de autoridade.
É verdadeiramente uma patologia. Uma patologia narcisista e estranhamente dissociativa. Quem a perpetua fá-lo para engrandecimento pessoal, criando ao mesmo tempo a fantasia de que não age incorrectamente e que não há razão para ser posta em causa.

Detecto os primeiros sintomas de corrupção na infância e juventude. Nas chantagens emocionais para obter poder e influência dos pais, por exemplo; nos jogos de cartas de mesa, no Monopólio, um jogo de altas negociações e de golpes baixos; nas vendas de legumes que se simulavam com pedras, carumas, folhas, onde já se manifestava concorrência desleal, sobrevalorização do produto, engano do cliente; nas compras e vendas na Feira da Ladra, onde habitualmente eram os feirantes que levavam a melhor; nas trocas e baldrocas que se faziam com os amigos, com motas, carros, fosse o que fosse. Às vezes perdiam-se amizades e compravam-se outras. Faziam-se vaquinhas com inimigos só para se tramar fulano (habitualmente um pachola sem jeito nenhum para o "negócio"). Os bons e os justiceiros eram parvos, e os que se desenrascavam prejudicando os outros, eram os espertos, os vivaços. O móbil era sempre o mesmo, poder, dinheiro, influência.

A noção de corrupção desenvolve-se pela interacção da pessoa com o mundo que a rodeia. Sem dúvida, todas aquelas experiências são imprescindíveis para o conhecimento da nossa esfera de actuação, não só como instrumentos de protecção e defesa, mas como dados valiosos que orientem as opções que faremos pela vida fora, para que possamos conscientemente avaliar qual é o caminho que queremos seguir e quais as responsabilidades que acarretam.

Mais uma vez, também aqui, a redundância sobre o valor da educação e dos educadores. É primordial, essencial, insubstituível, irrevogável!

Elejo a idoneidade para meu escudo invisível. É uma qualidade conscienciosa e cívica, unificadora da coluna vertebral (vulgo "carácter") e em constante estado de evolução e maturação.
E o meu contributo para o combate à corrupção começa assim, ao levantar. Tal como as vitaminas que tenho que tomar, o auto exame da mama que tenho que fazer, na minha rotina diária entra a avaliação canina da minha idoneidade.

16/03/2009

Lugares de ódio

Hoje, em Aveiro, uma aluna de 13 anos agrediu com socos e pontapés uma professora, que se encontra internada em estado de choque.

Um lugar para o amor

Anteontem, numa entrevista sobre uma peça em cartaz, ouvi o João Mota dizer que "nos dias de hoje ama-se muito pouco". É verdade, ama-se pouco, e mal, o que é amável verdadeiramente.
A cultura urbana continua a amar demais o que não se leva para a cova e que não engrandece esta experiência de vida. Ama-se o superficial, os sinais exteriores, o status, o umbigo, a adulação, a auto-imagem. Ama-se a dissimulação, a mentira, as máscaras sociais, o jogo do oportunismo e do tirar partido, a visibilidade a que preço for. Ama-se muito uma pretensa esperteza e inteligência que anda a vigorar de forma prepotente e que tem as suas bases não na sabedoria, mas numa cultura informativa descartável diariamente, não no sentimento e sensibilidade, mas no raciocínio cartesiano e numa lógica matemática completamente desligados do núcleo emocional, não no humanismo de partilha e dádiva, mas num humanitarismo artificial, criado politicamente, no qual a solidariedade não é uma acção mas um conceito utópico, ou mesmo uma arma de luta em nada filantrópica.
Deixemo-nos de tretas. O amor embaraça. Há até quem o esconda e não é por medo que seja roubado, não; é por intimidação mesmo. Muitos olhos preferem ver o amor como uma fraqueza de espírito, porque o amor como força vital exige mudança, acção, transformação; é isso que nele intimida e amedronta. E a nossa resistência à mudança, profunda, brutal, irascível, rejeita-o na revolução e na verdade que ele exige.
Privilegia-se muito a agilidade mental, o discurso cerebral, a eloquência verbal. Toda a retórica política assenta aí. Os debates parecem-me festivais discursivos. Cada um tentando ser mais convincente do que o outro na busca de argumentação acusatório-defensiva.
Tão pouco inovadores, tão pouco originais, tão pouco convincentes humanisticamente. Tudo me soa a falso. Tudo me cheira a egos exarcebados.
Nada me convence (e provavelmente o mal estará em mim...) que sejam estes políticos cerebrais capazes de nos fazer sair desta crise social, moral, espiritual.
Como é que um político com uma mente completamente dissociada do sentimento poderá ser verdadeiro?
Para mim, e a menos que surja algum Mestre, a política patriarcal já deu o que tinha a dar. Apraz-me ver lugares de destaque ocupados por mulheres. Não sei se serão estas as mulheres; mas é a energia feminina a abrir caminho que me interessa, a que consegue aliar sentimento e razão e unificar pensamento, discurso e acção.
Precisamos de uma política que saiba nutrir, que saiba ouvir. Que seja menos orgulhosa, que saiba perder em razão para ganhar em paz. Que seja sentimental.
E só mesmo a mão do feminino encontrará na política um lugar para o amor.

29/10/2008

Esta então!

Há-de dar brado, e muito!, o decreto que o governo pretende aprovar acabando com todos os "chumbos" até ao 9º ano, de forma massiva.
Ou seja, não importam as faltas, a preguiça, a irresponsabilidade, de alguns, a dificuldade, o esforço, a assiduidade, o estudo, de outros.
À primeira vista até poderíamos pensar que nem sequer será preciso os meninos irem às aulas...
É verdadeiramente democrático dar as mesmas oportunidades a todos os alunos e pô-los ao mesmo nível.

Continuamos com esta cisma de achar que o que é preciso é que as taxas de insucesso baixem para sermos verdadeiramente europeus... para estarmos, se calhar, ao nível de uma Finlândia, por exemplo.

Das duas uma, ou ainda há algo por revelar que sustente de forma inovadora e responsável o risco desta legislação, ou o preço que a sociedade pagará por ela será incalculável.

E esta, hã?!

En passant pela TV, hoje: Numa cidade holandesa registou-se um aumento de 44% na taxa de natalidade, nove meses após ter havido um problema de falta de electricidade durante dois dias.

Pelo menos em algumas questões a tradição ainda é o que era...

11/10/2008

Dia Mundial dos Cuidados Paliativos

... Para nos lembrar o quanto ainda nos falta caminhar até termos disponível no nosso sistema de saúde uma rede de cuidados paliativos satisfatória e acessível a todos os doentes em fase terminal, que garanta a redução da dor e o acompanhamento necessário, do ponto de vista físico e psico-existencial, de forma a proporcionar-lhes uma morte com dignidade.

30/07/2008

Virar a página

Mais um percurso que terminou, um outro começará a seu tempo. Não sei se deverei falar em descontentamento ou em alívio. Praticamente desde o início sabia que este projecto era inviável, que mais cedo ou mais tarde colapsaria. Mas no final há sempre uma parte de nós que clama por um recomeço, numa tentativa utópica de mudar o curso das coisas.
Não há nada mais improdutivo, mais infértil, mais angustiante, do que querer mudar o que já foi com o "se". Se tivesse sido de outra maneira não seria desta, obviamente.
Nos últimos quatro anos, envolvi-me em três projectos profissionais de "vão de escada", geridos por empresários de "trazer por casa", de ignorância prepotente e visão umbilical. Nenhum deles foi um projecto de sucesso, mal davam para garantir ordenados no final do mês.
Imagino que aquilo a que chamamos tecido empresarial português, seja composto maioritariamente por estas empresas de cariz doméstico e familiar, que abrem e fecham sem qualquer impacto positivo na economia nacional. O nosso país está cheio de empresários que nem sabem o que uma empresa é, porque nunca trabalharam em nenhuma a sério. Não têm os conhecimentos mínimos do mercado, recursos humanos, gestão, concorrência, ética, liderança. Abrem o seu negociozinho assente num número reduzido de clientes, contratam um ou dois empregados com formação (mas miseravelmente pagos), transferem para estes a responsabilidade de fazerem o trabalho que eles próprios não fazem e ficam à espera que o fruto caia.
Só que o fruto não cai, porque sentem-se ressabiados ao reconhecer superioridade profissional nos empregados e como são eles que mandam (mal, mas mandam), acabam por boicotar o seu próprio negócio não aceitando ideias e ferramentas que poderiam significar inovação e desenvolvimento.
Para bem do país, não deveria ser permitida a criação de empresas sem primeiro dar alguma formação aos (ir)responsáveis.

18/07/2008

A sobrevivência dos Lisbon Players

Esta fantástica companhia de teatro inglesa tem a sua existência ameaçada, estando a correr uma petição no sentido de manterem o seu teatro. Como reforço, vai ser organizada uma festa para angariação de fundos, em Outubro. Todas as colaborações com qualquer uma, ou ambas as iniciativas serão concerteza bem vindas!

OUR THEATRE UNDER THREAT
We continue our vigorous opposition to plans than would mean the loss of our theatre. We depend on you, our audience and friends, to support us. We believe that the Lisbon Players continues to be a vital and irreplaceable part of the Lisbon cultural scene. Keep in touch with latest developments and add your name to our online petition.
http://www.gopetition.com/petitions/save-the-lisbon-players.html

OCTOBER PARTY

The Lisbon Players is planning a fund-raising party with entertainment for two evenings in October combined with an open day to show those interested something of the theatre, its functioning and its history. If you are interested in contributing your musical, organizational or dramatic talents send an email lisplayers@gmail.com or call 96 447 5745.

08/07/2008

A história das coisas

Reservem 20 minutos do vosso tempo para ver este vídeo, que vale bem a pena. Fala-nos do sistema que mantém a sociedade de consumo activa e do conhecimento que temos que ter sobre a sua dinâmica para que possamos mudar mentalidades e construir um outro sistema mais equilibrado, saudável e justo.

http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&hl=en