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09/08/2012

Retiro de desintoxicação do organismo

Para quem puder e quiser, aconselho vivamente este retiro!


Retiro Detox de Uma Semana

Data: 09 Set 2012, 19h30 — 14 Set 2012, 15h
Onde: Casa da Ervas Silvestres - Verride (Montemor o Velho), Portugal
Valor: 240€
Para mais informação entre em contacto com: jutta.weiske@hotmail.com

Uma oportunidade de limpar o corpo, a mente e o espírito na natureza, num lugar lindo...

O Retiro "Detox" é um processo de limpeza do sangue das células e uma restauração dos intestinos. Os intestinos são responsáveis pelo bom funcionamento do corpo inteiro, todos os órgãos, glândulas, células, coração e mente.
Com a alimentação moderna, os trabalhos sem movimento físico e a exposição às radiações e às toxinas no ar, alimentos, móveis, produtos de limpeza, etc. Somos normalmente sobrecarregados com substâncias estranhas ao corpo. Ao longo do tempo, acumuladas, podem criar graves disfunções, chamadas doenças.
Podemos prevenir doenças através um comportamento consciente em relação ao nosso corpo. Existem vários métodos de acelerar uma limpeza e deveríamos usa-los pelo menos 2 vezes por ano.

Neste retiro estamos a oferecer uma limpeza intensa para pessoas sem problemas físicos (graves) com os seguintes resultados:
  • Óptimo funcionamento dos intestinos (aumento do funcionamento do metabolismo)
  • Ausência de cansaço, aumento do entusiasmo, revitalização
  • Grande melhoria da qualidade do sangue
  • Harmonização física e psicológica – reconhecer o estado natural
O processo da auto-cura é iniciado e pode ser continuado. Também é uma preparação óptima para começar mudanças profundas na alimentação e na vida.
O método mais rápido e eficaz é jejuar os 6 dias disponíveis com água pura ou água com sumo de limão. Assim vamos dar um descanso total ao aparelho digestivo e colocar o metabolismo em modo de limpeza. Este método é a escolha perfeita para as pessoas com minerais suficientes, o que vamos testar duas semanas antes do início destas férias especiais.
Para as pessoas com deficiência de minerais ou pessoas que optem por este passo, vamos oferecerdurante estes 6 dias sumo de fruta, vegetais e ervas silvestres. Este processo também provoca uma desintoxicação e fornece minerais ao mesmo tempo.
Antes de iniciar o Detox, vou acompanhar os participantes durante uma semana para poderem preparar o corpo de forma a obter melhores resultados e facilitar o processo.
É bastante fácil jejuar, especialmente com mais pessoas.

Programa:
6 dias de Detox (jejuar com água ou sumo) com o máximo de 6 pessoas para garantir que cada pessoa tenha privacidade suficiente.
1 dia para começar a comer (a parte mais difícil, sendo mais conveniente fazer este passo em conjunto).
Oferta opcional durante os 7 dias:
(o programa é uma oferta opcional, assim podem ter muito tempo para simplesmente estar e observar o movimento interior.)
  • Meditação
  • Clister
  • Massagem linfática
  • Banhos quentes com sal
  • Banhos quentes e frios
  • Aprendizagem básica de massagem ayurvedica.
  • Ensinamentos sobre a alimentação saudável e conhecimentos de algumas ervas silvestres
  • Aprendizagem sobre métodos de desintoxicação (durante do ano em casa)
  • Passeios, ida à praia, um pequeno lago perto, o rodear
  • Dançar (pode ser uma nova descoberta do nosso próprio ser)


Jutta Weiske, a facilitadora, desde há 30 anos interessada em alimentação natural e saúde, tem facilitado vários jejuns. Não é médica e por esta razão só vai facilitar um jejum a pessoas sem doenças crónicas ou outras doenças graves. Sente-se capaz de motivar pessoas de passar 7 dias em jejum com todos os seus benefícios.
Acredita profundamente que a nossa saúde esta nas nossas mãos.Temos de reaprender de ouvir o nosso corpo e ter confiança de dar resposta.

Teacher of Nutrition and Vegetarian Cuisine. 


29/11/2011

Amar de menos

“O namoro, o casamento, a família e a amizade, são instituições nas quais devemos exercitar e operacionalizar o sentimento do amor. A relação homem e mulher, além de ser básica, deveria ser a mais prazerosa, já que inclui, entre outras coisas, o companheirismo, a sexualidade e a construtividade do futuro. Então porquê tanta hostilidade, tanto confronto, tanto sofrimento, tanta humilhação?
Só há uma resposta: a incapacidade de amar.
Essa "doença", na forma de dominação e posse, acomete principalmente a figura masculina, enquanto que a forma de desamor mais comum nas mulheres é a submissão, a dependência e a renúncia. Mas todas as doenças emocionais são por falta de amor.
No homem, a incapacidade para lidar com o afecto e a ternura aparece sob a forma de abuso de poder, de autoritarismo e de certo prazer camuflado em ver a mulher sofrer. Essa incapacidade amorosa de alguns homens tem várias razões. A primeira delas remonta à relação que o homem teve na infância, na sua primeira experiência com uma mulher: a mãe.
Ou foram muito protegidos pelas mães e não aprenderam que o outro também existe com necessidades afectivas, por isso querem receber sempre toda a atenção da mulher sem nenhuma reciprocidade. E quanto mais a mulher se anula para atendê-los, mais satisfeitos se sentem. O seu nível de exigência não tem limites e a mulher ao seu lado sente-se constantemente em falta, com culpa, com a incumbência de fazê-los felizes, o que é impossível por dois motivos: primeiro porque ninguém faz ninguém feliz e segundo porque eles são insaciáveis.
Ou então não foram amados pelas mães e não sabem o que é amar.
O apego que as mulheres desenvolvem por eles é acompanhado de uma raiva reprimida à figura feminina, traduzida nas formas de relacionamento tão denunciadas pelas mulheres: frieza, críticas, impaciência, irritação, superioridade e o famoso jogo do desprezo, do abandono e do ciúme. No fundo, eles maltratam as mulheres por medo da rejeição. Fazem questão de se sentirem superiores, sempre com razão. As discussões constantes não têm nunca por objectivo resolver os problemas, mas sim destruir a figura feminina culpando-a pelo fracasso do relacionamento.
“O teu ciúme acabou com o nosso relacionamento”, dizia um marido, sem se perguntar de que maneira ele alimentava o ciúme da mulher com indiferenças, ameaças de separação, críticas, etc., ou de que maneira poderiam fazer uma terapia de casal para aprender a amar. Nestes casos, a própria separação é mais um acto de desprezo e vingança à figura feminina.
Os homens que amam de menos terão dificuldades em qualquer namoro ou casamento que venham a ter, porque a sua incapacidade de amar é o verdadeiro problema. Conhecemos bem o deficiente físico ou o deficiente intelectual, mas não prestamos atenção aos deficientes afectivos. Se para andar precisamos das pernas e da competência motora, para nos relacionarmos bem precisamos da competência amorosa.
Há pessoas que não sabem ou não conseguem amar. Sofrem e produzem sofrimento em quem delas se aproxima ou que com elas convive. O medo do abandono, da rejeição e da traição de serem magoados, coloca os homens que amam de menos numa posição de defesa em relação às suas parceiras. Em casos extremos, são capazes de agredir fisicamente as suas mulheres e até matar.
É comum nesses casais, que nos intervalos das cenas de violência haja juras de amor, a prática compulsiva de sexo e o pedido apaixonado de perdão. Como, porém, a causa fundamental é a incapacidade de amar, logo de seguida recaem na repetição do drama e da dor. O contrário do amor é o medo. E a louca solução encontrada por eles é destruir o objecto do medo, que deveria ser o objecto do amor: maltratar e desprezar a pessoa que se diz amar.
O que salva é que a invalidez amorosa tem cura, não é uma invalidez permanente. Todos os processos terapêuticos - e todos os processos religiosos - têm por objectivo ensinar-nos a amar.
Quando descobrimos que a única solução para sermos felizes é o amor, quando percebemos a nossa dificuldade de amar, estaremos a entrar na senda da felicidade. Sem amor enredamos-nos pela teia da competição e hostilidade com o outro, gerando em nós e nos nossos relacionamentos um profundo vazio, tédio e depressão.”

António Roberto
Consultor em relacionamentos e comportamento humano

10/11/2011

Respeitar a dor


A dor vive-se de várias maneiras, mas se há algo que tem que ser respeitado é o seu timing. É preciso ter sensibilidade e tacto, ser solidário, digno e inteligente para compreender que o desrespeito pelo timing dos processos é uma agressão, um desequilíbrio, um impedimento da regeneração. A forma ostensiva e impositiva com que alguém tenta obrigar o outro a obviar o seu processo, impondo situações que a sua fragilidade ainda não permite aceitar e ignorando a sua dor, é um acto de crueldade emocional, de imaturidade humana, uma ofensa e humilhação da essência do ser.

10/11/2010

Este país não é para crises

Uma das razões porque me mantive calada nos últimos meses – e dou-me conta disso agora – foi para observar a movimentação disto a que chamam crise e tentar perceber se o melhor é ficar quietinha e ver o copo meio vazio, ou seguir a visão do copo meio cheio.
Opto pela segunda e digo-vos, não acredito na crise; pelo menos, não nesta com que nos querem contaminar e muito menos nos moldes em que a (des)informação passa. A crise que realmente me assustou foi a que decorreu nos últimos 20 anos: uma crise de estupidez financeira generalizada, de uma cabotina falta de visão, de um excesso de fartura e consumismo, de uma cegueira perdulária e deslumbrada – típicos de quem sai das “berças” (e que a metáfora da ideia me desculpe a expressão preconceituosa) para a grande cidade e quer ocultar por todos os meios o seu provincianismo.
Penso que não estávamos preparados nem educados para viver e respeitar a abundância, nem existiam estruturas politico económicas, nem mentalidades maduras que criassem sustentabilidade na riqueza.
A crise, essa, foi vivida nos momentos áureos do capitalismo impositivo, do facilitismo dos cartões de crédito, dos leasings, dos rentings, dos marketings instigadores de consumo e afins (sem esquecer que por detrás, na causa das coisas, está uma lacuna brutal de informação, educação e responsabilidade social). O que se vive hoje – a meu ver – é o resultado dessa crise.
A crise está resolvida – quanto a isto, amigos, não há crise – já estourámos tudo e mais um par de botas e, como tal, acabou-se. Agora temos é que viver com as sequelas e repensar os paradigmas pelos quais nos queremos pautar no futuro. Somos os “consumistas heróicos” – usando a terminologia do psicólogo e autor Vítor Rodrigues – aqueles que gastaram a rodos e se deslumbraram com empáfia e sofreguidão, mas que acabam por ser sobreviventes do seu próprio desnorteio materialista. Se anteriormente permitimos a emergência de uma (i)realidade que não estávamos orientados para gerir e o resultado está à vista, temos agora todas as condições e conhecimento para fazermos das fraquezas, força e da ignorância, sabedoria, O que não nos derrubou, fortaleceu-nos.
Estamos no momento e no sítio certo. Do caos nasce a ordem e Portugal não é a cauda da Europa onde se acumulam os detritos – como às vezes nos querem fazer pensar – mas um rosto aberto para o mundo, o país que dá cara à Europa, o precursor do V Império (numa óptica mais profética) e nas palavras de Al Gore – que passou por cá há umas semanas e sem qualquer razão para adulações – o país mais verde da EU. Nós estamos realmente à frente, muito à frente! Portugal é um país onde é bom viver, digam o que disserem.
Não faço apelo ao orgulho estúpido e nacionalista, mas sim ao contacto com a verdade, à tomada de consciência do valor das nossas competências individuais e das nossas obras colectivas. Não precisamos efectivamente que venham de fora dizer-nos quem somos. Temos que ser capazes de ser os primeiros a lançar sobre nós próprios um olhar crítico de reconhecimento, tolerância e justiça. Que todas as obras e todos os esforços dos que se empenham e vão abrindo caminho, nos sirvam de motivação e estímulo. É esse o tributo que lhes devemos.
A cada dia que passa, mais me surpreendo com os aspectos evolutivos de áreas tecnológicas e científicas em que participamos e que desenvolvemos. Andou novamente a circular um email com um artigo escrito por Nicolau Santos, elencando aspectos que nos enobrecem enquanto cidadãos deste país e que devem servir de ponto de reflexão para a reconstrução da nossa identidade e validade comunitária, a nível local e global. É importante que de quando em quando nos relembremos que já muito se construiu e se fez neste pequeno rectângulo e que não há crise para os espíritos sagazes, empreendedores e combativos. A crise é para espíritos falhos e negligentes, que não percebem que temos em mãos uma oportunidade única de regeneração.
O segredo é não deixarmos que a crise empate, mas que a sabedoria avance.

14/01/2009

Plutão

Instalou-se em Dezembro último e vai ficar sobre nós durante 16 anos. Perdeu em estatuto (já não é considerado planeta, mas um corpo menor, um planeta anão), mas não em força.
A sua influência obriga-nos a ir às profundidades, a fazer emergir o que estiver por resolver (bloqueios, ressentimentos, mágoas...), a curarmo-nos para podermos seguir em frente.
Plutão obriga-nos a morrer e renascer. É destruição, é caos, mas também é motor e impulso criativo.
A sua força regenerativa não vai deixar pedra sobre pedra, mas do caos nasce a ordem.