30/09/2008
Sem resposta
18/09/2008
Nem sempre onde há luz está o ouro
16/09/2008
Dia do pai
04/09/2008
Linha feita, avance-se para bingo
Hoje é o meu dia. E não é por vaidade, nem excesso de auto-estima, mas espero que no mínimo toda a gente me telefone, envie e-mails e sms. Sabe bem sentirmos que de alguma forma a nossa presença é justificada neste planeta.29/08/2008
Não quero ficar
30/07/2008
Virar a página
18/07/2008
A sobrevivência dos Lisbon Players
Esta fantástica companhia de teatro inglesa tem a sua existência ameaçada, estando a correr uma petição no sentido de manterem o seu teatro. Como reforço, vai ser organizada uma festa para angariação de fundos, em Outubro. Todas as colaborações com qualquer uma, ou ambas as iniciativas serão concerteza bem vindas!We continue our vigorous opposition to plans than would mean the loss of our theatre. We depend on you, our audience and friends, to support us. We believe that the Lisbon Players continues to be a vital and irreplaceable part of the Lisbon cultural scene. Keep in touch with latest developments and add your name to our online petition.
http://www.gopetition.com/petitions/save-the-lisbon-players.html
Talvez sem juízo...
Quando queremos muito encontrá-lo, sim. Mas depois quando ele se instala e nos absorve por inteiro, vem o medo da entrega que ele exige e os nossos mecanismos de defesa disparam logo: “Ai, se calhar é paixão ou dependência de afectos, e não amor...”, também “pode ser só uma necessidade do ego e não um sentimento puro de um coração crístico...”, ou ainda “e se em vez de um encontro de almas gémeas for o de almas carentes e necessitadas à procura de um elixir terapêutico?”.
Mas o amor pode ser/ter tudo isto, ou não pode?
Pois ... a dúvida é necessariamente fruto da actividade racional e da insegurança, mas a partir do momento em que ela se instala o amor está “feito”... porque é questionado, amputado, cortado às tirinhas!
Gostamos de acreditar naquele padrão celestial que diz que o amor que é amor nunca se questiona: ele É, simplesmente, e é benigno, pacífico, transformador.
Muito bem. Mas tal como nós, gente dividida entre o celestial e o terreno, o amor também tem lá o seu lado humano com laivos de imperfeição e de inquietude. E na verdade, nada do que é transformador é muito pacífico...
Fomos sempre levados a considerar que o amor, per si, é sério, responsável, adulto, maduro e sabe sempre qual é o melhor caminho.
Mas... e se ele não tiver juízo?!
15/07/2008
O lugar da vírgula
"Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de rastos à sua procura."
08/07/2008
A história das coisas
http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&hl=en
07/07/2008
Opção difícil...
04/07/2008
A dança da vida
Valsa, samba, salsa e tango,Cada dança tem seu passo;
Fraco, allegro, forte, largo,
Tudo gira ao seu compasso.
Pratos, palmas, pés, djambés,
Sons volteiam pelo espaço,
Soam ritmos livres, soltos,
Suam corpos sem cansaço.
Polka, rumba, cha-cha-cha,
Cada dança tem seu tempo,
Um dois três, avança, pára,
Há quem gire a contratempo.
Gaita, risos, guizos, chistes,
Rodopio ou ritmo lento,
Trás, recua, frente, segue,
Tombam corpos sem lamento.
Gentes, vozes, gestos, gritos,
Sonhos, vontades, desejos,
Rotinas, loucuras, mitos,
Abraços, mãos dadas, beijos.
Tantas voltas, tantos passos,
Tanto esforço em cada avanço,
Atropelos, retrocessos,
Vitórias, perdas, balanço...
É a dança da vida, a vida na dança,
A dança vivida cheia de pujança!
É a vida na dança, a dança da vida,
Cheia de pujança a dança vivida!
26/06/2008
A caixa de Joel
Sei que houve andorinhas que contrariamente à sua natureza, começaram a voar sem formação. Fazia muito calor. Tudo estava em mudança e os bichos desnortearam, coitados. Parece que os seus sensores deixaram de estar em sintonia com as estações. Os seus vôos tornaram-se rasteiros e circulares. Os ninhos, tantas vezes construídos nos alpendres, desapareceram. Alguns foram vistos próximos de lixeiras. O ar era denso demais e as andorinhas já não conseguiam voar alto, nem longe, para ir buscar raminhos e ervas.Também já quase não os havia, essa é que era a verdade.
Tinha havido um senhor que disse que infelizmente isto ía acontecer. Também falou de outras espécies que íam acabar por desaparecer. Até de nós, pessoas. Que um dia não teríamos sombra para nos abrigarmos, nem água para nos tirar a sede, que os rios íam secar, as planícies desertificar, o gelo derreter... E mais uma série de coisas pouco animadoras...
Uns levaram isso a sério, outros, menos. Os que tiveram medo que isso pudesse ser verdade, disseram "não acreditamos em bruxas, mas que as há, há!", e foram agindo para evitar toda aquela desgraça. Os outros, que eram mesmo muitos, não se preocupavam com o assunto e às vezes até faziam coisas graves sem pensar. Se calhar achavam que já cá não haviam de estar, ou que quem cá estivesse que se preocupasse, que não era por causa deles que o mal haveria de acontecer. Não sei bem, não faço ideia o que pensavam.
Sei que havia pessoas que não separavam o lixo, outras que deixavam carregadores ligados quando não estavam a carregar, e que também deixavam a televisão com uma luzinha sem a desligarem no botão. Também sei de muita gente que tomava banho e deixava a água correr, correr..., mesmo quando não precisavam. Havia mais negligências, eu sei, muitas mais! O avô Joel deixou-me tudo escrito. Mas se estes pequenos actos eram tão complicados de evitar, posso imaginar como deve ter sido difícil lidar com os grandes!
Mas a certa altura compreendeu-se que era mesmo preciso ajudar e pensar nas coisas a sério e isso foi o suficiente para evitar muitas desgraças!
O meu avô deixou-me uma caixa com o nome "Caixa de Joel", onde pôs fotografias, recortes e mais informação sobre animais e plantas que não foi mesmo possível salvar e que deixaram de existir. Mas o que eu queria mesmo era tê-los conhecido de verdade! Ele disse-me que há muito tempo, também houve um senhor que soube que ía acontecer uma catástrofe parecida e guardou muitos animais numa Arca, para que os netos pudessem vir a conhecê-los.
Mas o meu avô não conseguiu...
20/06/2008
O dia em que a borboleta voou
Guardo desse momento uma lembrança de alívio, de justiça, de bonomia. Nunca me revoltei com a sua morte. Antes pelo contrário, considerei-a uma benção. O que me revoltou foi o seu sofrimento, a forma como foi descurada nos últimos dias (coincidentes com um fim-de-semana), sem ter sido monitorizada 24 sobre 24 horas, como seria de esperar. Era doente cardíaca e apesar de estar a ser minada por metástases, o que a matou foi um enfarte.
Digo, com a comoção e a apreensão do que sei que motiva um ser nos seus momentos terminais, que a morte pelo coração foi o seu derradeiro acto de Amor. Foi esse acto de amor que lhe permitiu ser transferida de uma enfermaria tumultuosa para o S.O., onde a sua morte não foi espectáculo, nem prato cheio para voyeuristas, mas antes pelo contrário, onde pôde partir com a dignidade, a privacidade e a sacralidade que merecia e que nos era a todos tão cara.
Há três noites sonhei com ela e percebi que este ciclo terminou. Alcançou o inatingível.
Para sempre, a eternidade.
16/06/2008
O mestre e o escorpião
Alguém que estava a observar a cena aproximou-se do mestre e disse: "Desculpe-me mas o senhor é teimoso! Não vê que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?".
O mestre respondeu: "Ele age de acordo com a sua natureza. A natureza do escorpião é picar e isso não vai mudar em nada a minha natureza, que é ajudar".
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou-lhe a vida.
Não mudes a tua natureza se alguém te magoar; apenas toma precauções.
Autor desconhecido